10/05/2010 22:02 www.nadavertudovisto.blogspot.com
Claudio Souza | comentários(0)
30/09/2009 13:44 Libelo.
O alvo está lá
A meta é esta
Joga e acerta
A sua seta
Sem medo de errar
Enfrenta a fera
Começa onde está
E se liberta.
http://nadavertudovisto.blogspot.com/ Claudio Souza | comentários(0)
29/09/2009 18:05 Momento.
Esse momento é nosso e ponto
Encontro onírico e devaneio lírico
É um momento de encontro e pronto.
Esse momento é nosso e ponto
Agora vem de graça ao nosso presente
É um momento para frente e freqüente
Como se vem assim também vai
Como se sobe assim também cai
Como se tem assim também sem
Doce balanço pra ninar neném
Como se lembra também se esquece
O nome do outro e o nome da prece
Como se nasce assim também morre
O dia de hoje para o amanhã também corre
Esse momento é nosso e ponto
Um momento de pausa
E mais outro de estrondo. Claudio Souza | comentários(0)
11/08/2009 16:06 ‚»‚ê‚͂Ȃ¢
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‚»‚ê‚Öì‚邱‚Æ‚ÍK‚¹‚É‚ ‚Á‚½‚©
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‚Æ‚¨‚±‚ê‚ÎŽ„‚±‚Æ‚ð—‰ð‚µB Claudio Souza | comentários(0)
29/07/2009 16:11 Querosene
Não me assalte
Não me enfarte
Não me ataque
O coração à faca
O corpo padece
A mente esquece
A dor maltrata
A carne fraca
Eu quero chama
Eu quero fogo
Eu quero guerra
Eu quero incendiar
A sua paz
Eu quero sim
E sempre mais
Eu quero álcool
Que lhe queime
Não quero não
Eu quero isso
O seu suplício
E querosene. Claudio Souza | comentários(0)
25/07/2009 00:28 causa séria/causa miséria
Pobreza é causa séria
Dinheiro causa miséria Claudio Souza | comentários(0)
24/07/2009 19:39 O mundo está em pane.
Bato palma pra maluco dançar e danço junto
Salva essa alma
Salva esse corpo nu
Na mão do palhaço pagando mico
Macaco gordo sempre quebra galho amigo
O prejuízo é pouco e não espero troco
Novo negócio antigo para um louco sem juízo
Repito o refrão
Repito o estribilho
Repito e grito pra dizer o que já foi dito:
E o quê que houve que ninguém te ouve?
E se ouviram tudo o que foi que houve?
Daquilo que não houve é melhor não ter ouvido.
O silencio é sábio e te deixa ignorante
Meu plágio sem aplauso me volta radiante
Queimar os livros na estante
Palitar os dedos pra ser elegante
Um céu de celofane e origâmi
Celacanto provoca Tsunâmi
Muita atenção, senhoras e senhores, muita atenção:
Muita tensão porque o mundo está em pane.
Claudio Souza | comentários(0)
21/07/2009 16:32 Perene
Da qualidade do que é perene
Nasci nu e morrerei só
Gozo a perda e choro o prêmio
Tudo passa e posse é pó Claudio Souza | comentários(0)
20/07/2009 14:52 Sonâmbulo
son
âmbulo
per
ambulo
em
meu
sono
es
per
ando
des
per
tar. Claudio Souza | comentários(0)
13/07/2009 16:37 Declararei (Página virada).
Declararei o meu amor com gargalhadas
Galhofas e rosas vermelhas
Anéis de plástico e brincos de lata.
Declararei a minha ternura com risadas
Uma palmada com pena de pomba
Uma bomba feita de intenções piradas.
Declararei a minha loucura com piadas
Que ninguém aguenta o peso da sinceridade.
Mentiras de isopor e palavras inventadas
Declararei a minha dor fundida e mal paga.
Aos meus queridos inimigos que não entenderam nada
Declararei uma vez mais que a poesia goza
da leitura mel com leite e pedra que se come prosa.
Claudio Souza | comentários(0)
03/07/2009 17:34 Erramos
Eu errei
Você errou
Nós erramos e todos erram.
E éramos felizes quando errávamos juntos
E nunca fomos tristes porque errávamos justo
E ríamos dos erros, tantos erros ridículos
Como fomos trágicos em nossos erros minúsculos
E tínhamos certeza que nosso erro era único
Errávamos brincando, pois nosso erro era lúdico
E éramos eternos em nosso erro aberto
Morremos sem saber se erramos ao certo
Eu errei
Você errou
Nós erramos e todos erram.
Claudio Souza | comentários(0)
23/06/2009 14:57 A pessoa na pessoa.
A pessoa na pessoa é uma coisa boa
O tempo não passa e o vento avoa
A pessoa na pessoa é maravilhoso
O ar se repara em sopro de gozo
A pessoa na pessoa é religioso
A luz se declara ponto luminoso
Olhar dele quem olha o olho dela
Olhar dela quem olha o olho dele
A pessoa na pessoa assim declara
Amor de carne e alma em um só ovo
Claudio Souza | comentários(0)
22/06/2009 16:39 Medo somenos.
Ao medo maior que me paralisa,
Todo meu ódio em riste no dedo médio.
Não me entorpeça não me faça visitas
Não favoreça minhas trevas,
E outras manias esquisitas.
Medo meu do meu lado esquerdo,
Sem penas lhe mando para o diabo
Comer galinha com quiabo ensopado
Ou catar coquinho na praia deserta
Vá para longe com sua oferta.
Suma na penumbra
Porque vem chegando a aurora.
O seu prazo aqui termina.
Já não era a hora
A luz à vista derruba sua cara dura
Acabou sua ditadura
Medo somenos não me agoura. Claudio Souza | comentários(0)
21/06/2009 16:05 Sempre a mesma bosta.
Basta, basta,basta
Sempre a mesma bosta
A mesma lesma lerda
A lama charca fresca.
Sempre a mesma merda
Basta desta bosta
Capas em revista
Todo mundo gosta.
O mesmo lodo fétido
Basta desta pasto
Chato pra caralho
O mesmo olhar pasmo
Para a tela plasma.
Implausível e tosca
Outra cena plástica
Sempre a mesma bosta
Mais uma morte trágica.
Sempre a mesma bosta
Excremento fresco
Contra o pensamento
Sempre a mesma bosta
e entretenimento.
Claudio Souza | comentários(0)
19/06/2009 14:27 Panaceia anunciada
Primeiro a pedra e a queda,
depois a quebra da estrutura.
A força bruta,
puta força bruta
contra toda a ternura.
O berro da luta,
a guerra abrupta,
o caos disseminado.
O sêmem solto
em um jorro maroto na escuridão,
o não nascido abortado.
Então a verdade
e a seta certa no alvo certo,
a crença sem ranço.
A criança na luz estroboscópica
em alucinada dança aeróbica.
O amor tão vivo e iluminado,
a visão do paraíso vivo ressuscitado
E a paz sem pausa,
plenitude sem posse
e panacéia anunciada.
Claudio Souza | comentários(0)
17/06/2009 17:17
A cidade partida sangra em seu asfalto
Na corrente sanguínea corre gasolina e diesel
Nada causa espanto.
Máquinas possantes buzinam impropérios em sinais vermelhos.
Acelerar ao máximo para ultrapassar o próximo
Click clack, tik tak, ka bum!
Em cada coração explode uma bomba de extermínio em massa.
Quanto mais rápido melhor
O importante é vencer sozinho
Abreviar o salto do mais alto abismo.
É muito frequente o que se sente em toda gente
E o que se sente é a falta de sentido.
Movimento circular ultrapassado e antigo
Voltamos a destruir
O que já foi destruído. Claudio Souza | comentários(0)
15/04/2009 12:45 Casar
Azar de serpente é não ter asa
De repente
Mulher se prende quando se casa.
Claudio Souza | comentários(0)
13/04/2009 16:46 In vitro.
Rosto que duvida
Do semblante refletido
Em espelho distorcido.
O que é percebido?
Narciso renascido
Em útero de vidro. Claudio Souza | comentários(0)
31/03/2009 17:58 Elegia
Bela como um suicídio
Triste como um lago plácido
Cálida como um fogo vívido
Trágica como um novo vício
Distante como um precipício
Amável como um risco físico
Meiga como um abalo sísmico
Pálida como um salmo bíblico
Vago pela eternidade
Na promessa de encontrar-te
Até que o amor nos destrua
E a morte faça a sua parte. Claudio Souza | comentários(0)
28/03/2009 17:58 O mar, amor e Maria.
Eu que queria
O mar, amor e Maria
Onda emendando onda
E nada tinha.
Em um dia
Na praia de areia branquinha
Água na água da baía
E o mar vinha.
Eu que queria
O mar, amor e Maria
Água da lágrima que caía
onda emendando onda
e o mar ia.
Claudio Souza | comentários(0)
10/03/2009 17:53 Solto do átomo.
Sou ator do meu ato
No tumulto sou mudo
Mútuo ao vácuo
De imediato, sou fátuo.
Sou ator do meu ato
Em todo ato meu
De fato que solto
Sou todo átomo. Claudio Souza | comentários(0)
04/03/2009 19:20 Entre
Entre ato
Entre tanto
Entre mentes
Entre parênteses
Entre meados do bem e do mal
Entre e fique à vontade. Claudio Souza | comentários(0)
04/03/2009 12:25 Preto
Preto no preto bem preto
Preto no piche preto
Preto do negrume
Preto do agouro
Preto da negrura
Preto da agrura escura no mais preto breu.
Preto giz no quadro negro
Preto da treva fria
Preto da sombra triste
Preto do céu sem sol
Preto do quarto sem leito pintado de preto.
Preto profundo preto
Preto do pranto da dor
Preto do manto pronto da morte
Preto da pletora preta e ausência de cor.
Claudio Souza | comentários(0)
04/09/2008 08:26 Adeus.
Dê adeus aos teus
Entes, parentes e pertences
Boas vindas e despedidas
Aos bons modos e medidas.
Dê adeus aos lenços,
Afagos, lembranças e abraços
Outros vácuos e lapsos
Aos comprimidos e complexos vagos.
Dê adeus aos dentes,
Ossos, anéis e amuletos
Das cinzas ao pó
E à terra o repouso dos esqueletos.
Dê adeus aos deuses
E todos os outros ateus
Dê adeus ao Deus
Que tudo lhe deu para adeus. Claudio Souza | comentários(0)
02/09/2008 09:36 À margem
À margem do mundo
À margem de tudo
À margem do bem e do mal
À margem da margem
E mais além
À margem da imagem de marginal Claudio Souza | comentários(0)
15/08/2008 17:46 Pára tudo.
Para tudo e para ti
sou todo sem tumulto.
Barulho afoito de quem
te quer muito
Silêncio e sopro
para tudo o que é bonito.
Para tudo e para ti
amor sem pausa.
Quem se gosta
gasta todo o gozo
que se goza
sem diminuir.
Para tudo e para ti
Tudo pára
para tudo deixar fluir. Claudio Souza | comentários(2)
06/08/2008 17:40 Maybe.
Maybe rock and roll and maybe waltz.
Maybe high and low and maybe watts.
Maybe love and soul and maybe flesh.
Maybe bore and old and maybe fresh.
Maybe baby maybe
Baby maybe baby Claudio Souza | comentários(0)
06/08/2008 10:38 Perdeu?
Todo mundo procura alguma coisa. Coisa é palavra genérica e ambivalente. Coisa é palavra que significa muita coisa. E também pode significar coisa nenhuma. Todo mundo procura um significado. Algo que valha a pena. Algo que preencha o tema. Algo que sirva de muleta para amparar a falta de sentido do mundo. Tanto significado enche a paciência. Os chatos enchem o saco de todo mundo. Papai Noel é um velho chato de saco grande, cheio e vermelho que só aparece no final do ano na propaganda da Coca-Cola. Todo mundo quer presente. Presente sempre acaba e fica no passado. O futuro é incerto. O lance é agora. E que lance é esse que se perdeu?
Claudio Souza | comentários(1)
31/07/2008 15:00 Sãos.
SÃOS
Tudo bem, eles são. Eles são os sãos.
Sãos e salvos. Eles são muitos e se espalham como são.
Fácil localizá-los mesmo em uma grande multidão, pois todos são limpos, bonitos, preferidos e cheios de empolgação.
Os sãos são VIPS em processo de vampirização: estão em capas de revistas, programas de entrevistas, passarelas de moda e em qualquer badalação.
Olhe agora do lado de fora para ficar por dentro, lá estão os sãos.
A pele deles é transparente de perfeição. Órgãos funcionando como máquina e rostos esculpidos por cirurgião.
Os são não se falam, os sãos utilizam os meios de comunicação. São celulares, e-mails e outras tecnologias que propagam os sons dos sãos.
Qualquer tela ligada é a porta de entrada para a dimensão dos sãos. Os sãos apontam. Os são despontam. Os sãos nunca desapontam. Os sãos dominam os picos de audiência, vendem milhões e são a última sensação.
O deus dos sãos é a televisão.
Os sãos sempre têm certeza e adoram dar opinião.
Os sãos não querem ser. Os sãos só querem ter. Os sãos são em si e não precisam de muita explicação.
Os sãos defendem suas leis com arma na mão. Os sãos têm segurança, carros blindados e vivem isolados dos seus como em uma prisão.
Os sãos vivem em alienação. Aqueles que não são como os sãos não merecem consideração.
Os sãos são celebridades que não se lembram do motivo de tanta celebração.
Os sãos são como você e eu. Nós somos sãos, não? Claudio Souza | comentários(0)
30/07/2008 13:25 Suas coxas.
Meu bem, não fujas
Meu bem, não te escondas
Pois beijos são muito mais
Que marcas roxas
em suas coxas. Claudio Souza | comentários(0)
30/07/2008 13:10 Aos pelos e pelas dela.
Pelos cabelos encaracolados dela
Pelas madeixas que me deixam enrolado nela
Pelos pêlos pubianos que pululam dela
Pelas tranças da pelugem mata virgem dela
Aos pelos e pelas dela. Claudio Souza | comentários(0)
18/07/2008 13:49 Instâncias.
Eu me sinto tão bem
Com a minha existência
Que nada nem ninguém
Altera a minha essência
Eu me sinto tão bem
Com a minha essência
Que nada nem ninguém
Oferece resistência. Claudio Souza | comentários(0)
15/07/2008 13:52 Pãe Punk!
Ela é pai e mãe
Ela é pãe
Dá o pão pro filho
Dá a mão pra filha
Só não põe
Ela é pãe
Ela é pãe punk! Claudio Souza | comentários(0)
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